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quinta-feira, 5 de março de 2020

Operação contra tráfico internacional de armas cumpre mandados na PB

Investigações são da Polícia Federal do estado do Paraná. Detalhes da participação do investigado na Paraíba não foram divulgados
Polícia Federal cumpre ordens judiciais em 9 estados (Foto: Imagem ilustrativa/Tomaz Silva/Agência Brasil)
A Polícia Federal cumpre, na manhã desta quinta-feira (5), mandados de busca e apreensão em Bayeux, na Grande João Pessoa, relativos à Operação Gun Express, que investiga um esquema de tráfico internacional de armas de fogo, acessórios e munições. As investigações são da equipe do estado do Paraná.

No total, foram expedidos 62 ordens de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva, a serem cumpridos no Paraná, Bahia, Rio Grande do Norte, São Paulo, Paraíba, Sergipe, Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Além disso, são executados 27 bloqueios judiciais de contas bancárias e aplicações financeiras, bem como sequestro e arresto de bens de 26 pessoas físicas e uma pessoa jurídica, além da constrição judicial de 10 veículos em nome de terceiros. Foram decretadas ainda seis medidas cautelares diversas da prisão para outras pessoas envolvidas na investigação.

Vinte e oito pessoas serão indiciadas pela prática do crime de tráfico internacional de armas de fogo, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade ideológica.

Esquema apurado na Gun Express
A investigação começou no primeiro semestre de 2018, quando a Polícia Federal no Paraná descobriu que armas de fogo estariam sendo remetidas pelos Correios, escondidas dentro de equipamentos de treino para artes marciais, como aparadores de chute, luvas e caneleiras. Em alguns estados do Nordeste, tanques de combustíveis eram usados para o transporte do material. Os principais destinos seriam, segundo as apurações, os estados da Bahia e do Rio Grande do Norte.

Um grupo composto por pessoas do Paraná, Bahia e Rio Grande do Norte foi identificado pela Polícia Federal. O bando atuava em associação na importação, guarda, remessa e transporte de armas de fogo, acessórios e munições. A estimativa é de que ele tenha remetido e transportado, desde o ano de 2016, mais de 300 armas de fogo. O investimento da quadrilha na compra do armamento pela quadrilha gira em torno de R$ 2 milhões. Parte do pagamento das armas era feito por intermédio de empresas de fachada controladas por suspeitos da Bahia e do Rio Grande do Norte para dar aparência lícita aos repasses financeiros feitos pelo sistema de transferências bancárias.

A Polícia Federal não divulgou qual seria a participação do investigado em Bayeux no esquema.

Portal Correio

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