Viaturas da PM têm pneus furados durante bloco de carnaval - Conecta Paraíba

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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Viaturas da PM têm pneus furados durante bloco de carnaval

Ao menos 6 veículos foram danificados antes do desfile de bloco Muriçocas do Miramar. Suspeita é que policiais que participavam de uma paralisação tenham feito furos
Viaturas da PM tiveram os pneus furados na noite da quarta-feira (19), em João Pessoa - Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Pelo menos seis viaturas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros tiveram os pneus furados na noite desta quarta-feira (19), antes do desfile do bloco de carnaval Muriçocas do Miramar, em João Pessoa.

Ainda não foi confirmado quem danificou os veículos, mas a suspeita é que tenham sido policiais que participavam de uma paralisação. Um PM contou que cerca de vinte policiais encapuzados o abordaram e furaram os pneus.

A paralisação dos policiais foi encerrada ainda na quarta-feira por volta das 23h, de acordo com Steferson Nogueira, presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados de Polícia da Paraiba (Adepdel), uma das representações do Fórum.

Cerca de 300 policiais não puderam trabalhar na segurança do bloco das "Muriçocas", que teve como principal atração o cantor Alceu Valença. Conforme a assessoria da PM informou à TV Cabo Branco, mais de 500 policiais teriam participado do esquema de segurança, quando a previsão era de mais de 800.

Esse tipo de paralisação já foi considerado ilegal pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2017, em votação no plenário da Corte por 7 votos a 3, os ministros declararam inconstitucional o direito de greve de servidores públicos de órgãos de segurança e decidiram proibir qualquer forma de paralisação nas carreiras policiais."

Trio também foi danificado
Durante a mobilização dos policiais em João Pessoa nesta quarta, o pneu do trio que seria puxado por Alceu Valença também foi danificado, mas isso não impediu que o bloco acontecesse.

Cinquenta policiais que estavam dentro de um ônibus para fazer o policiamento no bloco foram impedidos de descer. O veículo foi cercado pelos manifestantes. Além disso, os pneus dos ônibus e das viaturas que estavam próximas foram furados. Pouco tempo depois, os policiais militares saíram do ônibus e foram levados para o Clube Cabo Branco, onde estava concentrado o outro grupo de PMs.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa das Polícias Militar e Civil sobre o efetivo nesta quinta-feira (20), mas não obteve resposta até pouco antes de 8h.

Os policiais militares, civis e bombeiros da Paraíba paralisaram as atividades em todo o estado nesta quarta-feira. De acordo com o Fórum das Entidades das Polícias Civil, Militar e Bombeiros, a paralisação começou por volta de 12h.

Apesar do efetivo reduzido, não houve nenhuma ocorrência vinda do bloco Muriçocas do Miramar registrada na Central de Polícia Civil ou no Hospital de Emergência e Truama de João Pessoa.

Conforme nota publicada na terça-feira (18) pelo Fórum das Entidades das Polícias Civil, Militar e Bombeiros, não houve um acordo entre os servidores e o Estado acerca da incorporação da bolsa desempenho e do reajuste da categoria. A entidade alega que o governo da Paraíba tem adiado dar uma resposta sobre o assunto.

A Secretaria de Segurança e da Defesa Social da Paraíba informou na quarta que não foi comunicada sobre a decisão do fórum e que a pasta continua articulada com a equipe econômica do governo a fim de dar prosseguimento ao diálogo com as entidades.

A mobilização começou no início da tarde de quarta, quando um grupo com representantes da segurança pública seguiu até a frente da residência oficial do governador da Paraíba. Eles reivindicam reajuste de salário e melhores condições de trabalho.

De acordo com a organização do movimento, a categoria está há dez meses tentando negociar com o governo. Como não conseguiram, decidiram fazer uma paralisação de 12 horas.

A categoria explica que o governo da Paraíba apresentou uma proposta de incorporar 30% na bolsa desempenho em 60 meses, além de 5% de reajuste, em outubro, para os ativos e na bolsa desempenho. O fórum recusou a proposta, reivindicando incorporação de 100% na bolsa, em 36 meses, e um reajuste de 24% pelos próximos dois anos.

Dani Fechine - G1 PB

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