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sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Paraibano ganha ouro e quebra recorde mundial em Dubai

O melhor lançamento foi no quinto da série de seis, quando cravou o dardo a 49,26 m
Cícero Valdiran competiu na classe F57 (Foto: Ale Cabral/CPB)
O penúltimo dia do Mundial de Atletismo Paralímpico em Dubai foi marcado por mais um ouro com quebra de recorde mundial para um paraibano. Depois de Petrúcio Ferreira, que se tornou o atleta paralímpico mais rápido do mundo nessa semana, nesta quinta-feira (14) foi a vez de Cícero Valdiran subir no ponto mais alto do pódio e quebrar o recorde mundial do lançamento de dardo da classe F57 (dardo de 600 g para cadeirantes).

Cícero foi o 11º a lançar o dardo entre os 12 participantes. Por este motivo, a prova teve a duração de duas horas e 33 minutos. Na segunda tentativa, ele atingiu 48,59 m, a apenas um centímetro do recorde mundial. O melhor lançamento foi no quinto da série de seis, quando cravou o dardo no campo do Dubai Club for People Of Determination a 49,26 m, derrubando a performance do iraniano Amanolah Papi, contra quem competiu diretamente pelo topo do pódio e até então detentor do recorde mundial.

“A prova foi tensa. A partir do momento que eu aqueci, já senti que dava para fazer uma boa marca. No quinto lançamento veio o recorde, mas só fiquei tranquilo depois que o último atleta terminou porque ele era o recordista mundial. Trabalhei muito duro para estar aqui e ser campeão mundial é sensacional”, comentou Cícero.

Cícero tem má-formação congênita bilateral nos pés. Em 2011, um cadeirante o abordou na rua e o convidou para conhecer o paradesporto. O atleta iniciou na natação e migrou para o atletismo em 2013, já tendo participado de uma Paralimpíada e de dois Jogos Parapan-Americanos.

Mundial de Atletismo Paralímpico
O Brasil se isolou na segunda colocação do quadro de medalhas. O país soma 14 ouros, oito pratas e 14 bronzes, com um total de 36 pódios. A China segue soberana, com 23 ouros dos 52 pódios até agora neste Mundial. Ucrânia e Grã-Bretanha disputam prova a prova a terceira posição. Por enquanto, os cossacos levam a vantagem de um ouro em relação aos britânicos (10 a 9), mas ambos empatam nas demais láureas: seis pratas e seis bronzes.

A competição é realizada desde o dia sete deste mês. A Seleção Brasileira conta com 43 competidores entre os 1.400 inscritos de 120 países no Mundial de Dubai, que segue até esta sexta-feira (15).

Texto de Gabriel Botto, do Jornal Correio

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